A indústria produtora de bens e serviços para
os setores de petróleo, gás e petroquímica aumentou as exportações
no primeiro semestre do ano. As vendas alcançaram US$ 226,1 milhões
- 16,8% a mais do que os US$ 193,6 milhões registrados nos seis primeiros
meses de 2001. Os dados são do departamento de Economia da Associação
Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base - Abdib.
Apesar do crescimento, os números ainda são modestos, principalmente
se comparados a outros setores - como energia elétrica - e aos mercados
potenciais. "Este é um mercado onde a indústria tem enormes oportunidades.
A Costa atlântica da África tem enormes investimentos. Só no primeiro
semestre, Angola teve um investimento de US$ 5,4 bilhões - imagine
se a indústria brasileira atingisse 20% disso", disse José Augusto
Marques, presidente da Abdib.
Para alcançar maiores valores, Marques recomenda uma reestruturação
do setor exportador brasileiro. "O Brasil não fez nenhum esforço para
exportar equipamentos".
Pelos dados da Abdib, o setor de petróleo, gás e petroquímica é exceção:
as exportações de todos os outros setores apresentaram queda no primeiro
semestre. "Esse resultado reflete, em parte, a depressão generalizada
dos mercados, principalmente dos EUA e de países da América Latina.
A indústria também sentiu o fim do CCR, extinto em 2000".
O faturamento das empresas cresceu 5,4%, passando de R$ 45,3 bilhões
no primeiro semestre de 2001 para R$ 47,8 bilhões em 2002. Só as indústrias
fornecedoras para os setores de petróleo, gás e petroquímica foram
responsáveis por um crescimento de 4,3% - de R$ 4,2 bilhões para R$
4,4 bilhões. (FB) |