MATÉRIA DE CAPA – Edição 255 - Dezembro de 2003
Operadoras deverão investir US$ 1,2 bi
em 2004 

Em 2004 as operadoras privadas deverão investir no Brasil US$ 1,2 bilhão – US$ 320 milhões só em exploração e produção. Os dados constam de um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro do Petróleo entre as empresas filiadas.

No período compreendido entre 2003 e 2007, o total investido em desenvolvimento da produção poderá chegar a US$ 2,8 bilhões. Serão 8 plataformas fixas para águas rasas (com produção total de 10 milhões de m³ de gás natural por dia), duas FPSO’s (com produção total estimada em 230 mil barris diários), e uma Spar (com produção de 50 mil barris).
Ainda deverão ser construídos 900 km de dutos para transferência de óleo e gás.

O grande volume desses investimentos começa a ser desembolsado a partir de agora. “A partir de 2004 veremos uma aceleração no ritmo de perfurações. É bem provável que algumas empresas declarem comercialidade e comecem a desenvolver novos campos”, prevê o diretor-adjunto da Onip, Osvaldo Pedrosa.

Já é possível observar um aumento no número de poços exploratórios – até para cumprimento dos programas exploratórios mínimos. A previsão, para 2004, é que sejam perfurados mais de 150 poços – observando os programas exploratórios assumidos nas primeiras rodadas do leilão da ANP.

Segundo o levantamento do IBP, a carteira de investimentos é da ordem de US$ 6,4 bilhões – 46% do montante destinado a E&P, 41% ao segmento de abastecimento, e 14% à área de gás, energia e dutos. A efetivação desses investimentos, no entanto, pode variar conforme a evolução do mercado interno alerta o estudo.

No segmento de abastecimento, a grande expectativa é que uma das companhias lidere o investimento de US$ 2,8 bilhões em uma nova refinaria, com capacidade de processar 200 mil barris diários – o que garantiria a oferta de derivados a partir de 2007.

O levantamento do IBP aponta ainda a construção de um terminal de estocagem de derivados, 2 mil km de gasodutos, quatro estações de compressão e cinco UPGN’s.

O round dos blocos azuis

A Sexta Rodada de Licitações de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural, que será realizada em agosto, terá um atrativo maior do que as últimas edições – algumas das áreas azuis devolvidas pela Petrobras no segundo semestre.

“A inclusão dos blocos azuis poderá atrair grandes empresas ausentes nos últimos leilões e contrabalançar os efeitos negativos do esvaziamento da ANP e da elevada carga tributária incidente sobre a indústria do petróleo”, avalia Adriano Pires.

“No curto prazo, a expectativa é de que, na Sexta Rodada, a Petrobras seja novamente o maior destaque, a exemplo do que ocorreu na Rodada anterior”, completa o consultor.

A Petrobras não esconde que disputará os blocos que foram devolvidos à ANP. Para disputar esta rodada, a companhia poderá buscar parcerias com empresas privadas.

As regras serão as mesmas da Quinta Rodada: divisão dos blocos no sistema de células e equação das ofertas por bônus de assinatura, o programa exploratório mínimo e conteúdo local nos compromissos com a aquisição de bens e serviços.

Na rodada, serão ofertados blocos localizados em 29 setores, de 12 bacias –Pelotas, Santos, Campos, Espírito Santo, Jequitinhonha, Camamu-Almada, Recôncavo, Sergipe-Alagoas, Potiguar, Barreirinhas, Pará-Maranhão e Foz do Amazonas.

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