|
Em 2004 as operadoras privadas deverão investir no Brasil
US$ 1,2 bilhão US$ 320 milhões só em
exploração e produção. Os dados constam
de um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro do Petróleo
entre as empresas filiadas.
No período compreendido entre 2003 e 2007, o total investido
em desenvolvimento da produção poderá chegar
a US$ 2,8 bilhões. Serão 8 plataformas fixas para
águas rasas (com produção total de 10 milhões
de m³ de gás natural por dia), duas FPSOs (com
produção total estimada em 230 mil barris diários),
e uma Spar (com produção de 50 mil barris).
Ainda deverão ser construídos 900 km de dutos para
transferência de óleo e gás.
O grande volume desses investimentos começa a ser desembolsado
a partir de agora. A partir de 2004 veremos uma aceleração
no ritmo de perfurações. É bem provável
que algumas empresas declarem comercialidade e comecem a desenvolver
novos campos, prevê o diretor-adjunto da Onip, Osvaldo
Pedrosa.
Já é possível observar um aumento no número
de poços exploratórios até para cumprimento
dos programas exploratórios mínimos. A previsão,
para 2004, é que sejam perfurados mais de 150 poços
observando os programas exploratórios assumidos nas
primeiras rodadas do leilão da ANP.
Segundo o levantamento do IBP, a carteira de investimentos é
da ordem de US$ 6,4 bilhões 46% do montante destinado
a E&P, 41% ao segmento de abastecimento, e 14% à área
de gás, energia e dutos. A efetivação desses
investimentos, no entanto, pode variar conforme a evolução
do mercado interno alerta o estudo.
No segmento de abastecimento, a grande expectativa é que
uma das companhias lidere o investimento de US$ 2,8 bilhões
em uma nova refinaria, com capacidade de processar 200 mil barris
diários o que garantiria a oferta de derivados a partir
de 2007.
O levantamento do IBP aponta ainda a construção de
um terminal de estocagem de derivados, 2 mil km de gasodutos, quatro
estações de compressão e cinco UPGNs.
O round dos blocos azuis
A Sexta Rodada de Licitações de áreas para
exploração e produção de petróleo
e gás natural, que será realizada em agosto, terá
um atrativo maior do que as últimas edições
algumas das áreas azuis devolvidas pela Petrobras
no segundo semestre.
A inclusão dos blocos azuis poderá atrair grandes
empresas ausentes nos últimos leilões e contrabalançar
os efeitos negativos do esvaziamento da ANP e da elevada carga tributária
incidente sobre a indústria do petróleo, avalia
Adriano Pires.
No curto prazo, a expectativa é de que, na Sexta Rodada,
a Petrobras seja novamente o maior destaque, a exemplo do que ocorreu
na Rodada anterior, completa o consultor.
A Petrobras não esconde que disputará os blocos que
foram devolvidos à ANP. Para disputar esta rodada, a companhia
poderá buscar parcerias com empresas privadas.
As regras serão as mesmas da Quinta Rodada: divisão
dos blocos no sistema de células e equação
das ofertas por bônus de assinatura, o programa exploratório
mínimo e conteúdo local nos compromissos com a aquisição
de bens e serviços.
Na rodada, serão ofertados blocos localizados em 29 setores,
de 12 bacias Pelotas, Santos, Campos, Espírito Santo,
Jequitinhonha, Camamu-Almada, Recôncavo, Sergipe-Alagoas,
Potiguar, Barreirinhas, Pará-Maranhão e Foz do Amazonas.
|