O programa de manutenção da produção de campos maduros que está sendo adotado em 36 campos na Bacia de Campos deve manter a produção estabilizada em 800 mil barris diários até o final da década. O gerente geral da Unidade de Negócios Bacia de Campos, Carlos Eugênio da Resurreição, explica que, caso o programa não fosse implementado, em 2010 a produção desses campos cairia para 511 mil barris/dia uma diferença que equivale a duas plataformas de grande porte.
A Petrobras irá investir US$ 6,2 bilhões entre 2008 e 2011 em tecnologias de perfuração de poços horizontais de longo alcance, poços multilaterais, bombeio e reinjeção de água. Entre os campos envolvidos no projeto que já ultrapassaram o pico de produção estão Marlim, Albacora, Bonito e Enchova. Somente no campo de Marlim a Petrobras irá perfurar 20 novos poços sete ainda neste ano, e 13 em 2008.
Atualmente, a produção total na Bacia de Campos é de cerca de 1,5 milhão de barris/dia, dos quais 800 mil barris/dia oriundos desses campos maduros. Em 2015, as tecnologias de recuperação vão fazer com que a produção se mantenha em 562 mil barris/dia sem as ações a produção ficaria em 296 mil barris/dia. Em paralelo, a Petrobras tem investido na busca por novos campos próximos às estruturas de produção já instaladas. A intenção é aproveitar a capacidade ociosa de algumas de nossas unidades e investir em grandes descobertas.
O gerente de produção do Campo de Roncador, Eduardo Bordieri, detalhou cerca de dez projetos de grande porte, ao custo de aproximadamente US$1 bilhão cada, com produção entre 100 e 180 mil barris/dia. Entre eles, o início da operação ainda este ano de duas novas plataformas P-52 e P-54.
O Campo de Papa Terra, localizado ao sul da Bacia, poderá significar um novo horizonte para a companhia onde até hoje havia encontrado apenas reservas sub-comerciais. “Papa-Terra é um projeto estruturante para futuros projetos na parte Sul da Bacia de Campos”.
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